Este ano parece que teremos um jogo de comadres. Ambos se acham favoritos, mas estão respeitosos, fingindo humildade. Por isso, buscamos as palavras das esposas, que convivem diariamente (e aturam) nossos finalistas de 2017:
Eliza, esposa do Sasso:
Eu não sei por que o Marcio entra
neste campeonato. Ele passa o ano reclamando que não tem adversário do mesmo
nível, que o pessoal não marca os jogos, quando joga enrola pra trocar de lado,
pra acabar o jogo, briga por marcação de ponto. Esse torneio estressa ele
demais. E por tabela a mim e ao Luca. Eu acho que ele só participa para não se
sentir excluído da turma do trabalho, já que eu não deixo ele participar de
muita coisa. E para ganhar ao menos um torneio no ano. Porque lá na SOGIPA ele
não ganha nada. É ridículo. Temos uma prateleira onde colocamos os nossos
troféus, queremos incentivar o Luca a praticar esporte. Só que não tem nenhum
troféu dele, só meu. Este ano eu ganhei troféu, a Marcia, do Fabiano Mulinari,
ganhou troféu, o Dennis ganhou 2 troféus. E o Marcio nada. Queria que tivesse
um troféu neste torneio da SEFAZ, para ele levar algo para casa. Teve um ano
que ele ganhou este torneio, ficou todo faceiro. Mas, nos anos que perdeu,
ficou muito brabo, dizendo que tinha perdido para pessoas que jogavam menos que
ele. Esse ano ele garantiu que vai ganhar fácil, que será um jogo rápido. Até
combinou com o Rogério, o assador, que 11 horas pode colocar a carne no fogo
que logo todos estarão na churrasqueira. Espero que seja isso mesmo. Não quero
ficar ouvindo chororô do churrasco até a janta de segunda, que será agnolini.
Mel, esposa do Diego:
O Diego está muito confiante para
este jogo. Tem feito aula 3 vezes por semana, faz 20 dias, e aposta que o Sasso
vai se intimidar com o saque dele. Ele disse que está sacando igual
profissional. Eu não sei qual a velocidade do saque dele. Parece ser bem forte,
mas acho que está mais parecido com o meu do que com o de um profissional. Mas
não quero desmotiva-lo e sempre elogio ele: “Lindo saque, lindo” é o que eu
digo. E ele fica feliz, parece um labrador com uma bolinha. Nem o Léo se motiva
tanto com tão pouco. É que não sei se vocês sabem, mas o Diego foi criado pela
vó. É a mesma vó do Porcello. Por isso que eles são tão parecidos, cheios de
manias e mimados. O Diego, quando era pequeno, jogava Banco Imobiliário e só
conseguia montar hotel no Leblon e na Presidente Vargas, que valiam menos.
Daí os amiguinhos dele, que tinham hotel na 9 de Julho e na Rebouças, contaram
que ele virava o tabuleiro quando acabava o dinheiro. E gritava: “né Vó que eu
ganhei?”. Eu espero que ele ganhe o campeonato. Ele é muito chato, todos devem
estar torcendo contra, até eu estou porque acho que ele precisa aprender a
perder. Mas, como é final de ano, teremos muitos eventos, prefiro ele feliz por
ter ganho do que triste, chamando pela vó, sem querer sair de casa.
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